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Dois Pontos - Pontuação

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A pontuação é sempre algo muito complicado. A primeira coisa importante é que as pessoas falam que basta haver pausa que se deve colocar vírgula, mas pontuação é muito mais que isso. A pontuação é algo ligado à sintaxe, ou seja, a estrutura do texto, como o texto se organiza. Na verdade quando você tem períodos mais longos é mais difícil pontuar. Nesse post eu vou falar especificamente sobre o uso do ponto e do dois pontos. Vamos analisar primeiramente qual é a diferença significativa.

Para começar existem três tipos de pontos, existe o ponto que chamamos de ponto abreviativo, esse na verdade não nos interessa, pois é aquele usado na abreviatura ("Dr. Paulo Costa") e existem dois pontos que nos interessam, o ponto final que também é conhecido como ponto continuativo - você continua escrevendo na mesma linha e o ponto parágrafo, aquele que aparece quando você troca o assunto, ou seja, muda a idéia.

Os Dois Pontos servem para você continuar alguma coisa, ou seja, você introduz uma pergunta ("Mariana perguntou: O que nós podemos fazer por isso?") repare que a pergunta "que nós podemos fazer por isso" é a continuação daquele verbo inicial que a introduziu, que poderia construir o texto de outra maneira, mas com os dois pontos nós fazemos o texto ficar mais simples de compreender.

Usos dos dois pontos

Citação
Outro detalhe interessante é que você pode utilizar os dois pontos para uma citação ("E então o presidente disse: Não me mande relatórios longos, eu não leio"). Nós temos vários usos para os dois pontos, todos eles, porém indicam que a idéia que vem em seguida é na verdade uma continuação da anterior; o ponto final não segue essa regra, pois ele encerra um período ("Hoje, parece que ainda vai chover. O céu esta carregado."). O ponto final trabalha com idéias completas.

Verbos Pretérito Perfeito do Indicativo

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Saiba como são os verbos e as derivações do pretérito perfeito do indicativo, observaremos como é que nós fazemos essa formação. Quais são os verbos possíveis de serem derivados desse primitivo. Primeiro você deve flexionar o verbo que você quer derivar, flexioná-lo por inteiro no pretérito perfeito do indicativo, mas você só vai utilizar a terceira pessoa do plural, por exemplo:
Verbo Ver na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo = Eles viram.

Dessa terceira pessoa, nós vamos seguindo uma sequência para tirar parte dessa desinência, que é o final do verbo, e junto ao radical nós vamos fazer transformações e criar outros tempos. Do pretérito perfeito do indicativo da terceira pessoa do plural é possível formar três tempos derivados: Pretérito mais-que-perfeito, Futuro do Subjuntivo e Pretérito Imperfeito do Subjuntivo. Veja abaixo como se faz isso:

Formação do Mais-que-perfeito

Você tem "Eles viram" retira-se o M resulta em "Eu vira". Então, sempre que você quiser formar o pretérito mais-que-perfeito. Eu vou a terceira pessoa do pretérito perfeito do indicativo e retiro o "M".

Formação do Futuro do Subjuntivo

Retirando o "AM", a desinência do verbo "viram", você vai formar o futuro do subjuntivo. Algumas palavras vão ajudar a flexionar o verbo no subjuntivo, no caso, ("Quando" eu vir a minha amiga darei o recado), veja que não é (Quando eu ver a minha amiga) é (Quando eu vir), ou seja, Quando eu a vir. Lembre-se tiramos o "AM" e formamos o futuro do subjuntivo.

Formação do Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

A terminação desse tempo, no modo subjuntivo é sempre o "sse". Então, tiramos o "RAM" e vamos acrescentar essa desinência própria do imperfeito do subjuntivo:
Retiramos o "RAM" e acrescentamos o "sse" fica "Se eu visse sua amiga teria dado o recado". Então, vejam que fica aquela história possibilidade do modo subjuntivo sobre o qual falei no começo, mas observe como se formou essa pessoa. Eu só usei a primeira pessoa, porque a partir dela você pode continuar as flexões dos outros verbos.
Lembre-se de uma única pessoa, a terceira pessoa do pretérito perfeito do indicativo, nós formamos três tempos verbais, um do modo indicativo e dois do modo subjuntivo.

Vocativo

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O vocativo é um termo acessório da oração que tem como função chamar o receptor ou interlocutor, seja real ou imaginário. É o vocativo um termo que aparece fora da oração acompanhado por vírgula e não pertence nem ao sujeito nem ao predicado.

Tem a função de apóstrofe, figura de linguagem utilizada para evocar entidades e coisas personificadas principalmente em orações. Em textos, a apóstrofe bloqueia a linha de pensamento no diálogo. Ela é muito utilizada como um recurso de oratória em discursos políticos "Meu povo de Mata Grande!!!", pois dá a noção aos eleitores de que o discurso dirigi-se diretamente a si. A apóstrofe é uma característica do discurso direto e é frequentemente utilizada em poesias líricas e épicas.

Exemplos de Apóstrofes:
"Avé Maria", "Pai Nosso, que estais no céu", "Tende piedade de mim, Senhor".
O vocativo é também um elemento da comunicação, e aparece na função conativa ou apelativa da linguagem para evidenciar e direcionar o texto ao leitor. Documentos oficiais como em memorandos e ofícios costumam utilizá-lo em comunicações dirigidas à autoridades no papel de pronome de tratamento indicando Títulos ou Cargos: "Excelentíssimo Senhor Presidente", "Senhor Governador".

Não confundir vocativo com aposto, pois este tem a função de esclarecer/determinar coisa ou pessoa. Lembre-se ele tem função apelativa e esclarece o receptor da mensagem correspondendo o nome do ser a quem se dirige a mensagem. Observe em textos que o vocativo sempre vem acompanhado de vírgula. É uma característica que facilita a sua identificação na resolução de um exercício ou na leitura de um texto podendo vir no começo, meio e fim da frase.


Sintaticamente o vocativo não mantém relação com a oração e pode vir com ponto de exclamação quando é necessário impor autoridade no chamamento.
"João! João! Vá para a casa, João!"

Exemplo de vocativo

Exemplo de Vocativo empregado na Charge


Na fala "calma, gente", a palavra gente representa o vocativo, pois é a ele que a fala é direcionada.